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a mãe dos PP's

Insanidade mental

A mãe dos PP´s foi deixar os PP´s na escola. Um ficou na creche, outro no jardim de infancia. Chegada a creche foi a cena habitual de choro. Engoli as lágrimas e subi para deixar o P maior. Dei dois beijinhos na minha auxiliar predilecta (não contem isto a ninguém) e vim embora.

Andei nas minhas tarefas até que se fez horas de ir buscar os meninos. Cheguei á creche muito atarantada e perguntei a uma das auxiliares: "então o P menor fez xixi nas cuecas? Tem a roupa mudada"

A senhora fez uma pausa, olhou para mim e disse: "Garanto-lhe querida que ele trazia essa roupa de manhã"

Enfiei a lingua na caixa porque de facto o rapaz tinha ido com aquela roupa.

Assim voltei para casa, meditei na minha (pouca) sanidade mental e pedi ao marido mimos e sexo.

Mas o P maior fez um fitão e mimos e sexo nem vê-los, nem tê-los.

Assim vai a vidinha da mãe...

 

Aplausos para a mãe

Que descobriu que há mães mais "nóicas" que ela!

Os miúdos vão passear no dia da criança e a escola mandou um e-mail a dizer que eles só precisavam de levar uma garrafa de água (inteligente esta escola que manda mails )

E uma mãe, amiga da mãe, cumplice da mãe, daquelas mães que atrofiam com tudo (ahahahahhah), em dois minutos perguntou-me: " e se tiverem fome no autocarro? e sede? mas que  levam para comer? temos que mandar uma muda de roupa?"

Calmamente respondi-lhe: " mulher! faz lhe uns panadinhos, umas coxinhas de frango e uma muda de roupa não se vá ele esbortear todo e parecer mal, porque os miúdos costumam andar asseadinhos que dá gosto ver, diz ás auxiliares que tenham cuidado para não lhe entalarem a gaita no fecho das calças!"

A resposta dela foi: " sou um bocado paranóica, não sou?

Não...nada...nadinha...nada mesmo!

O P maior e a mãe

A mãe ouve atentamente o P maior que é linguarudo e conta tudo o que se passa na escola (vantagem minha, admito).

Sexta feira disse-me: " A "B" disse que o meu desenho estava muito feio."

Respondo prontamente: " Não faz mal, não lhe ligues."

Resposta do P que se agarra um telefone de brincar: " ai ligo sim, queres ver? "B" daqui é o P, xau até segunda"

 e assim vai a vidinha....

Hoje

seria um dia bom para não moer o coerão, mas a  mãe está a aturar birras desde das nove da manhã.

O P maior está numa fase que acha que como diz assim é e o P menor á primeira contrariedade atira-se para o chão.

Posto isto, já dei um par de gritos cá em casa e á primeira pergunta do marido do tipo:" amor, onde está a camisa azul que eu..."   eu respondo prontamente: " olha veste a primeira coisa que encontrares e não me faças perguntas que eu hoje já estou atravessada"

Fez silêncio. O homem procurou e achou a camisa, porque imaginem: estava no guarda fato! Santo homem 

Mas deve ser assim que funcionam as familias normais: Olham para os filhos como as melhores quecas de suas vidas, desentende-se, entende-se, riem e saem para a rua. 

 

Quando me ligam da escola

torcem-se as tripas, tremem as pernas e vomita-se o almoço.

Ontem ligaram -me da escola e assim que ouvi a voz da educadora borrei-me logo.

" Mãe, não se alarme, mas o P caiu e fez um grande galo."

E eu pensei: Ora foda-se! Este meu filho anda sempre com a cabeça feita numa romã!

E eu: "Caiu?, mas caiu como?"

" Andava a correr,tropeçou e caiu, mas não vomitou,nem sangrou,nem está sonolento"

Fiz uma pausa.

" Mãe, está tudo bem?"

Eu: "estou um bocado a tremer das pernas, mas fico bem"

Então até logo.

Desliguei o telefone e fui á casa de banho descarregar os nervos...

 

Fartote

Sempre que olho para fotos da minha infância o meu figado contorse-se e as minhas entranhas enclausuram-se.

Tenho uma daquelas fotos com saia de pregas, camisinha branca com manga balão e uma bandolete azul com pintas brancas. Para completar o estrago era gorda e tinha uma franja à Beatriz Costa.

Sempre que vejo fotos minhas desse género pergunto-me porque não meti a minha mãe em tribunal. Ela justifica-se sempre dizendo que:"era o que se usava na altura" e eu penso para os meus botões: " que altura triste para ser menina".

Sempre fui Maria Rapaz e recordo-me das guerrinhas que tinha com a minha mãe, sempre que ela me queria vestir saia.

Agora, sou mãe e tenho dois rapazes que visto a meu gosto (ainda, que eu sei que isto não dura sempre).

Comprei, sem me aperceber muito bem, umas calças mais justas ao P maior, que na realidade não gosto muito de o ver com elas, porque fica amaricalhado. Não gosto, mas visto as calças ao garoto de vez em quando. Ora, a minha mãe já me moeu a mioleira vezes sem conta por causa da m*rda das calças e já ouvi montes de vezes"dizias coisas da roupa que eu te vestia blá blá blá"

Oh senhores, fiz um compra de m*rda e agora não me vou matar por isso. Ontem voltei a levar nas orelhas por causa das calças e chateei-me. Deveras que me chateei.

No seguimento disso ainda ouvi: " porque não lhe dás banho á noite, porque deixas o P menor abrir gavetas (...) " e ás tantas meti o telemóvel em alta voz e comecei a fazer uma sopa.

Chateei-me, deveras que me chateei. Porra! 

Gosto muito e respeito muito a minha mãe mas ontem fiquei com um fartote da conversa... Fuck!

 

A doutora mãe

Bom dia.

Daqui se pronuncia a doutora mãe.

A doutora mãe desconfiou que o P maior tinha otite no ouvido direito, por estar demasiado febril e queixoso do mesmo.

A doutora mãe disse ao marido: " explica lá ao médico que atender o chavalo que lhe dói o ouvido direito".

O chavalo foi atendido por uma doutora que não a doutora mãe que concluiu: " tem otite mas no ouvido esquerdo"

Aqui a doutora mãe estranhou e encolheu os ombros. No entanto, a doutora mãe viu sair alguma cera e pus do ouvido direito e não do esquerdo.

O marido da doutora mãe diz que não tem mal porque " sabe lá o antibiótico qual o ouvido que cura".

A doutora mãe acha que a doutora que atendeu o filho é sapateira.

Mas a doutora mãe tem um mau feitio do caraças e uma língua que dá a volta ao mundo.

Ele há gente muito parvinha, assim como a doutora mãe.

Há quem ache

Que quando fico em casa ponho um sonzinho á maneira e me sento no sofá a coçar a eureka cabeça. Só que não!

Cheguem se cá que eu explico:

A mãe idealiza levantar-se cedo para tomar um banho com calma, tomar um pequeno almoço com calma e ir beber o café á pastelaria que fica já ali, com calma.

E é feliz, porque de facto, toma o banho e toma o pequeno almoço com calma. Mas, quando está com o pé fora da porta ouve uma voz: "não vás embora mãe, eu quero acordar" e a mãe acha que morreu na praia .

De seguida, a mãe faz um esforço para convencer o rapaz a tomar banho enquanto ele esperneia porque "não quero ir ao banho, quero ir á rua". Muito gaiteiro este meu filho (o pai diz que sai á mãe...) Depois do banho, espero quarenta minutos que ele coma uma taça de cereais que faz questão de dizer as suas formas, cores e sabores, enquanto eu rezo para que ele se despache porque já estou a desesperar por um café... um mísero café .

De seguida discute comigo se leva botas ou sapatos e eu já estou tão, mas tão por tudo que se quiser deixo-o ir de sandálias e calçãozinho.

Chegádos á rua, lê me a sentença de qual o café que quer ir, que quer passar pelo parque e quer uma moedinha para andar no carrinho. Só que não! Porque a mãe tem que explicar que o café na pastelaria onde gosta de ir é maravilhoso, que o parque está todo molhado e que prontos... a mãe é forreta e só tem uma moeda para o café, mas se quiser pago-lhe um garoto.

E assim, fomos os dois, a mãe e o P maior beber um café e um garoto, sem birras e sem stress.

Reconforta me a alma quando oiço: " a mãe é fixe", mas caiem me os colhones parentes na lama quando levo um fim de semana inteiro a ouvir o parolo do panda e a matrafona  da Xana toc toc. Eu juro-vos que sei de cor todos os episódios da patrulha pata ou canina ou lá que merda parvoeira é aquela.

E agora o melhor? Que se espera de um sábado á noite? Hum? Pois é, miúdos na cama e namorico entre a mamã e o papá... mas nada disso porque o P menor acordou meia hora depois de ter adormecido eu andei duas horas a embalá lo ao som das músicas da Sara Pirata... e aí sim, senti que morri na praia, sem fazer o amor, portanto morri de barriga vazia...e com o olhar de desespero nos olhos do meu marido gravados na memória.

Cá está! Um fim de semana que de fodido coiso e tal só teve o nome.

 

 

Mas também... Não sei viver sem eles... Nem quero viver sem eles... só queria coiso e tal...

Vou pirar

Esta semana, devido ao acidente com o braço do P maior, ele esteve toda a semana em casa.

Ora bem, está a começar a sentir saudades da escola e farto da ligadura que tem no braço. Imagino que para se distrair, ele se esforce e consiga fazer sentir que tenho a cabeça num melão. Como é que é possível os PP´s correrem e gritarem tardes a fio sem se cansarem? Batem portas, tachos e panelas e o meu sacana maior goza o prato e ainda ontem me disse;"Não te zangues connosco,mãe."

Respondi-lhe em tom de brincadeira: "vou dar uma nalgada em cada um, qual quer primeiro?"

Responde prontamente o P maior: "O mano!"

Olho para ele e vi o ar de gozão e de velhaco próprio da sua tenra idade.

A imagem que tive na minha frente foi esta, literalmente, mas tão literalmente que tenho dó de mim.

 

                                                                                            

A senhora manca-se?

Fui á farmácia comprar um creme para o rabo (porque eu não gosto de dizer cú ( ) ) do P menor receitado pela pediatra dos PP´s.

Estava lá uma dondoca de bata branca (que não me pareceu farmaceutica) que quase me lambia as botas enquanto tentava vender-me outros cremes cheios de blá blá blá. Primeiro ouvi e fui paciente ao ponto de lhe fazer ver que os cremes perfumados e cheios de merdas não são bons para a pele dos meus putos por terem pele atópica.

Sendo a senhora insistente e estando eu em pancas para que me deixasse a berguilha ás tantas eu disse-lhe:

" oiça, respeito o seu trabalho, mas entenda que eu falo por experiencia própria que os cremes que me quer vender não valem a ponta de um chavelho!"

A senhora suspirou e disse: "Posso ser útil em mais alguma coisa?"

"O creme que lhe pedi?"

 

Resumo:

A mãe queria um creme

que delicadamente pediu

tentaram-lhe vender outro 

que a mãe mandou para a p*ta que pariu!

 

 

 

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