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a mãe dos PP's

Reergue-te

Os seus olhos gritam por alguém que saiba abraçar e lhe segrede que tudo ficará bem.

Conheço a mudez desse mesmo grito que chega á garganta e se transforma em nó. Não me é estranho. Infelizmente. Aproximei me de todo o coração e disse lhe baixinho: " ainda que pareça estranho, estarei sempre aqui". Sorriu-me por fora, enquanto chorava muito por dentro, deixou-me sair e á noite quando a tristeza teimava em avassalar-lhe o peito, procurou-me. Desabafou muito e fiquei ali apenas com o meu silêncio e toda a minha disponibilidade. No denserolar da sua história, revelei-lhe algumas fragilidades minhas. Ficou mais confortável e ficou mais confiante. Beijou-me na testa e saiu.

No dia seguinte procurei saber sobre as suas forças, disse-me que me afastasse, que não quer apegar-se, que não me preocupasse. Pediu desculpas por saber o quanto me estaria a magoar. Disse me que não presta, que não merece o meu tempo, que não queira saber mais.

Baixei os olhos, caí por terra, senti angústia.

Com a voz trémula disse-lhe: " Ainda assim, estarei sempre aqui, o que os seus lábios me proferiram, o coração não sentiu".

É triste quando alguém não deixa que a dureza da vida amaine, mais triste é quem triste fica por assim ter de ser.

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