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a mãe dos PP's

Se tivesse acontecido...

no Reino Unido.

 

Hoje, quando fui tomar café, numa hora ainda meio de noite, meio querer amanhecer, deparei-me com uma situação que me deixou um pouco confusa:

 

Um senhor estacionou o seu carro na berma da estrada, deixou os quatro piscas ligados e dirigiu-se ao outro lado dessa estrada para levantar dinheiro num multibanco. De repente, vejo sair do carro uma criança com os seus quatro ou cinco anos que chamava, um tanto aflita pelo pai. Ao mesmo tempo que isto acontecia passavam carros na estrada que contornavam a criança.

 

Vendo isto, um condutor, parou a sua viatura atrás do carro de onde a criança saiu e garantiu que nada de mal acontecia à criança, segurando-lhe a mão.

 

Ao aperceber-se disto, o pai da criança voltou para o carro e meio envergonhado agradeceu ao condutor pelo seu gesto louvável.

De seguida ralhou com a criança e deu lhe duas bofetadas.

 

Não seria mais justo, levar ele as bofetadas?

 

Coisas que me transtornam.

 

 

Eu também fui peregrina

A propósito do dia de hoje ( 13 Outubro ), recordo que há dez anos, mas no mês de Maio, também eu fui a pé a Fátima. Tinha 21 anos, saí do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa e no adro da Igreja deixei a minha mãe a chorar. Essa imagem ficou-me na memória e no coração. Creio que até hoje, ela ainda não compreendeu bem a minha maneira de viver a fé. Ela costuma dizer-me que para se crer não é preciso fazer estas coisas. Talvez tenha razão, mas é a minha maneira de expressar a fé que tenho. Seguiram se sete dias de muita oração, muita partilha, muitos risos e lágrimas partilhadas e muitas borreguinhas nos pés também. Ficou me presente o sentimento inexplicável que nos invade o peito ao chegar a Fátima. Repeti a experiência por mais três anos e depois, por motivos profissionais, deixei de ir.

Compreendo bem, o que dizem os preregrinos quando são entrevistados e ainda hoje o meu coração me dá aquele clic, quando se aproximam estas datas.

A vocês que me seguem, crentes ou não crentes, desejo um dia muito feliz e a todos desejo também a protecção maternal da Senhora de Fátima. ( E se a nossa mãe, aqui na terra é tão boa para nós, como será então o amor celeste da Virgem Maria, nossa Mãe do Céu? )

Hoje deixo aqui o meu beijinho e abraço em Cristo.

 

Bom dia.

Acontece que...

Todos os dias me levanto por volta das seis da manhã para poder tomar o meu banho descansadinha, tomar o pequeno almoço sem a gritaria e o alvoroço de quem tem duas crianças em casa, ir ao pão e tomar o meu café. E admito que sou viciada em café. Então se não tomo um café logo cedo, corro o sério risco de levar o resto do dia atravessado.

Pois bem, hoje, o P maior decidiu acordar exactamente às seis da manhã para "comer e ir para a escola mãe". Foi ter comigo ao banho, arrancou o fio dental e andou a passear a embalagem como se fosse um cão. 

Saí do banho, fez a sua birra habitual de quem não quer ir para a sanita e esgotou me o cérebro em meia hora. Quando eu pensava que estava tudo despachadinho e que ia tomar café na companhia do P maior... eis que acorda o P menor que não voltou a adormecer até às onze e meia.

Pensei tomar o café quando voltasse de deixar o P maior na escola, mas... curiosamente... o café perto de casa estava fechado! 

Há dias assim!

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Esta pode ser forte...

Uma vez fui aconselhada por um profissional de saúde a desvalorizar as birras do meu P maior e a não ceder aos seus jogos para que ele lidasse desde já com a frustração...e realmente tem lógica. A vida não é um mar de rosas e é bom que as crianças aprendam desde início essa realidade da vida.

Agora questiono-me se ninguém explicou a alguns dos taxistas rebarbados que vi ontem a escocinharem-se que o sol nasce para todos e que ganancia não é um modo de vida. Inicialmente ainda os entendi, mas depois das imagens que entraram ontem pelos meus olhos... espero que a Uber permaneça no mercado de trabalho e que lhes deem cartas.

E atenção... não uso nenhum dos dois. Mas detesto hipocrisia disfarçada de " eles não pagam impostos, queremos igualdades e blá blá blá".

Relações humanas

Sou daquelas pessoas que se prende facilmente.

Às vezes detesto isso em mim.

Pois a vida trata por ela mesmo de levar para longe pessoas das quais gostamos e trazer para perto pessoas das quais também gostamos. Sei que a vida é isso mesmo e é isso que faz pulsar o mundo.

Dou por mim a pensar que todo o sentimento de dor, como a saudade, o amor e a amizade ( e digo dor, porque gerir relaçoes não é coisa fácil) mas é esse mesmo sentimento de dor que dá sentido à vida. 

Tenho trocado uns e-mails com uma das pessoas que saiu do meu alcance, mas que na verdade esteve sempre no meu coração. Quando o assunto então é sobre o bem estar dos meus PP´s, fico completamente desarmada. Às vezes temos a sensação que somos mais uma paciente, mais uma uma cliente, mais uma habitual visita por cá... e na verdade somos vistas como alguém para além disso. Ainda bem que há pessoas que se apercebem que por vezes as formalidades dos postos de trabalho devem dar lugar a uma ligação mais humana, mais quente, mais real.